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Terça-feira, 22 de Setembro de 2026

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Agressão de GCM durante festa resulta em morte em Santaluz; Corregedoria abre investigação

Populares realizaram manifestação pedindo Justiça.

Agressão de GCM durante festa resulta em morte em Santaluz; Corregedoria abre investigação
Foto: Reprodução/Notícias de Santaluz
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A morte de Marcelo Silva Santos, de 33 anos, ocorrida nesta quinta-feira, 24, gerou revolta em Santaluz. Marcelo foi agredido por agentes da Guarda Civil Municipal durante uma ação para dispersar o público na festa de 90 anos da cidade, na madrugada do último domingo, 20.

Segundo relatos da família, Marcelo foi atingido por golpes de cassetete enquanto acompanhava um trio elétrico. Câmeras e testemunhas registraram o momento em que ele caiu no chão e foi socorrido por bombeiros civis e pelos próprios agentes, sendo encaminhado ao Hospital Municipal de Santaluz. Ele recebeu alta na segunda-feira, 22, mas voltou a passar mal em casa, foi novamente internado e não resistiu.

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A confirmação da morte de Marcelo provocou uma manifestação de familiares, amigos e moradores. Na tarde desta quinta-feira, 24, centenas de pessoas saíram às ruas da cidade pedindo justiça. O protesto foi marcado por momentos de oração, silêncio e gritos por responsabilização. O grupo percorreu locais como a sede da Guarda Municipal, a prefeitura e o fórum da cidade.

Diante da repercussão do caso, a Corregedoria da Guarda Civil Municipal instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar a conduta dos agentes envolvidos. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Município na quinta-feira, poucas horas após a confirmação da morte.

Segundo a portaria, o PAD será conduzido por uma comissão formada por servidores estáveis da Guarda Municipal. O prazo inicial para conclusão é de 30 dias, podendo ser prorrogado. 

A corregedoria informou que a conduta pode configurar infração disciplinar grave e garantiu o direito ao contraditório e à ampla defesa dos agentes envolvidos.

A família de Marcelo também registrou queixa na delegacia de Santaluz, que instaurou inquérito para investigar o caso. 

O corpo do trabalhador foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica de Serrinha para a realização de necropsia. Marcelo trabalhava como canteiro em uma pedreira da cidade e deixa uma filha de 9 anos.

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