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Quinta-feira, 06 de Agosto de 2026

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“Discriminação racial é crime e deve ser punida”, afirma Diretora da Promoção da Igualdade em Serrinha

3 de Julho é celebrado o Dia de Combate à Discriminação Racial no Brasil.

“Discriminação racial é crime e deve ser punida”, afirma Diretora da Promoção da Igualdade em Serrinha
Foto: Reprodução/Instagram
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Neste 3 de julho é celebrado o Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial. Em entrevista ao Info Serrinha, Cleuza Juriti, Diretora de Política de Promoção da Igualdade, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Serrinha, destacou a importância da data e os desafios ainda enfrentados no combate ao racismo no Brasil.

“A data faz referência à Lei Afonso Arinos, de 1951, primeira lei brasileira a tratar da discriminação racial. Anos depois, tivemos um avanço significativo com o Estatuto da Igualdade Racial, em 2010. É um dos maiores marcos jurídicos em defesa dos direitos humanos”, afirmou a diretora. Para ela, o 3 de julho é uma oportunidade de avaliação: “É o momento de olharmos para o país, o estado e a cidade que temos — e a que queremos construir.”

Cleuza enfatiza que o racismo é múltiplo e atinge diversas dimensões da vida social: “Estamos falando de racismo estrutural, institucional e religioso. O ódio religioso também é racismo. Por isso, é preciso que as políticas públicas saiam do papel e cheguem às comunidades.”

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Na visão da gestora, a efetividade das políticas públicas é o maior desafio atual. “Temos políticas afirmativas conquistadas com muita luta pelos movimentos negros. Mas, na prática, ainda não conseguimos garantir que essas políticas sejam plenamente aplicadas, principalmente nas periferias e nos pequenos municípios. Isso afeta diretamente a qualidade de vida da população negra”, afirmou.

A diretora também destacou a estrutura da Prefeitura de Serrinha, que hoje conta com uma Diretoria de Promoção da Igualdade formada por coordenações para mulheres, igualdade racial, povos e comunidades tradicionais e direitos humanos. “A política de promoção da igualdade é ampla. Atende desde a população negra até grupos como os ciganos, a comunidade LGBTQIA+ e outros que têm seus direitos historicamente negados”, explicou.

Cleuza encerrou a entrevista com um chamado à consciência coletiva: “A discriminação racial é crime e deve ser punida. Precisamos criar estratégias para que todos compreendam que o respeito ao outro deve vir sempre em primeiro lugar — com dignidade, com direito e com humanidade.”

Thiego Souza

Publicado por:

Thiego Souza

Jornalista, Pós-graduado em Assessoria de Comunicação e Imprensa Esportiva, Técnico em Rádio e TV.

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