Um experimento social realizado pela Prefeitura de Serrinha chamou a atenção para uma realidade preocupante: poucas pessoas sabem reconhecer o sinal de socorro usado por mulheres em situação de violência doméstica. A ação foi realizada na Praça Luiz Nogueira, e teve o objetivo de medir o nível de conscientização da população sobre o gesto silencioso, criado como uma forma discreta de pedir ajuda.
Durante o experimento, 15 pessoas foram abordadas, e apenas 8 reconheceram o sinal. O resultado revela que mais da metade dos entrevistados não sabia o que o gesto representava, evidenciando a necessidade de ampliar campanhas educativas sobre o tema.
"Poucas pessoas conseguiram identificar, mas ao mesmo tempo identificando, algumas ainda ficaram perdidas a quem procurar, então assim, a gente tem a Guarda Municipal ali que fica mais próxima a praça, ou em qualquer lugar, pode ligar para o 190, para o 180, qualquer pessoa de autoridade maior, pode estar fazendo a denúncia e sendo procurada", afirmou Aline Santos, coordenadora do CRAM Serrinha, em entrevista ao Jornal Serrinha Notícias.

O sinal — que consiste em mostrar a palma da mão, dobrar o polegar sobre ela e fechar os outros dedos por cima — foi criado para que mulheres possam pedir ajuda em silêncio, principalmente em situações onde o agressor está por perto.
Na Bahia, os dados mostram que o problema da violência doméstica é crescente. O Ligue 180 — canal nacional de denúncia — registrou um aumento de 42% nos atendimentos em 2024. Foram 63.330 ligações no estado, contra 44.594 em 2023.
