A criação da federação entre União Brasil e Progressistas (PP), oficializada na última terça-feira, 29, pode provocar um "esvaziamento" nos Ministérios, isso porque está sendo discutida a possibilidade dos quatro ministérios ocupados pelo União Brasil e pelo PP serem entregues, com isso a UP atuaria como oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante a cerimônia de lançamento, o vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, deixou evidente a insatisfação crescente entre parlamentares das duas legendas com a permanência na base governista. Em entrevista à GloboNews, ele afirmou que a discussão sobre a entrega dos cargos deve ser intensificada ainda em 2025.
“Há um sentimento crescente de deputados e senadores dos dois partidos de que se possa desvincular inteiramente a federação de participação no governo. E eu, particularmente, vou trabalhar nessa direção”, declarou.
O discurso sinaliza uma movimentação estratégica de olho nas eleições presidenciais de 2026. ACM Neto confirmou que o projeto político da federação passa por uma candidatura própria, construída a partir de valores do centro à direita, em articulação com o presidente do PP, Ciro Nogueira.
“A gente está criando uma federação para que ela seja a base fundamental da construção de um projeto vitorioso em 2026”, afirmou, rebatendo interpretações de que a união entre os partidos serviria para ampliar espaço no Executivo.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União-GO), já se colocou como pré-candidato e tem intensificado sua agenda nacional, ampliando o campo de possibilidades para a nova federação, que pretende se consolidar como um polo alternativo às polarizações entre Lula e Bolsonaro.
