Em entrevista ao Info Serrinha e à TV Eventos, nesta manhã de sexta-feira, 5, durante o Encontro Nacional de Parlamentares Municipalistas ocorrido em Serrinha, o senador Otto Alencar (PSD-BA) afirmou que o tema da anistia em debate no Congresso não pode contemplar quem participou de ações que, segundo ele, ameaçaram ou atacaram a democracia.
“Existe uma tensão muito grande gerada pelo inconformismo do grupo ligado ao ex-presidente Bolsonaro que não quis reconhecer o resultado das urnas. O presidente Lula ganhou nas urnas, eles tentaram um golpe antes do presidente tomar posse quando, ainda em dezembro, quiseram incendiar o STF, quando quiseram colocar uma bomba para explodir perto do Palácio do Planalto, agressões outras, a tentativa de invasão, e culminou com outra tentativa de golpe no dia 08 de janeiro de 2023, e agora estão em busca de anistia”, afirmou o parlamentar, enfatizando a necessidade de cautela ao tratar de políticas de clemência.
Para Alencar, “não se pode anistiar quem trabalhou para destruir a Democracia, não se pode anistiar quem de alguma forma quebrou, destruiu os órgãos públicos como o STF, a Câmara, o Senado Federal. Não dá pra dar anistia a quem trabalhou para não permitir que o povo pudesse se manifestar nas urnas”.
O senador, que remete a um marco histórico para justificar seus critérios, lembrou que “anistia foi dada a quem lutou lá atrás pela volta da Democracia, a quem teve que ser exilado, torturado, preso pelo Golpe Militar de 64, e esses sim precisavam de anistia”.
Ao responder sobre se haveria espaço para a anistia aos envolvidos nos episódios recentes, Alencar foi categórico: “Como anistiar os oficiais militares que queriam assassinar o Lula, o Alckmin, o Moraes e o Pacheco? Não tem como ter anistia”.
