O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), reagiu à decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia que suspendeu o show de Léo Santana durante a inauguração do Centro Cultural Novo Mané Dendê, no Subúrbio Ferroviário, na noite de sexta-feira (2). A medida também impediu outras apresentações artísticas previstas para o evento.
A decisão foi tomada após uma representação apresentada pela Coligação “Mais Bahia, Mais Brasil”, ligada ao governador Jerônimo Rodrigues (PT). O desembargador eleitoral plantonista Abelardo Paulo da Matta Neto apontou a legislação que proíbe showmícios e apresentações artísticas custeadas com recursos públicos em inaugurações realizadas nos três meses anteriores às eleições.
Durante o evento, Bruno Reis subiu ao palco e questionou a iniciativa judicial. Em seu discurso, afirmou que a inauguração tinha caráter institucional e fez críticas ao PT, relacionando a suspensão do show ao partido. O prefeito também comparou a situação com a inauguração do Teatro Vila Velha, realizada na semana anterior, que contou com apresentações musicais.
“O PT foi pra Justiça pra impedir o show. Vocês estão vendo aí? [...] Aqui não é um evento político. Aqui é um evento da Prefeitura institucional. Por que não proibiram quando eu fiz sexta-feira passada na inauguração do Teatro Vila Velha, com apresentações musicais?”, declarou.
Apesar de Bruno ter afirmado anteriormente que a Prefeitura recorreria da decisão, o show de Léo Santana acabou não sendo realizado. O cantor esteve no local e chegou a participar de uma apresentação com jovens do Subúrbio, mas não fez o show previsto na programação.
A liminar estabeleceu multa pessoal de R$ 100 mil por hora ao prefeito em caso de descumprimento da determinação relacionada às apresentações artísticas.
