O valor de R$ 700 mil passou a ser o centro das discussões entre prefeitos baianos sobre os gastos com atrações musicais nos festejos juninos. Em reunião realizada nesta quarta-feira (4), na sede da União dos Municípios da Bahia (UPB), gestores municipais debateram a criação de um limite máximo para contratação de artistas com recursos públicos.
O encontro foi conduzido pelo presidente da UPB e prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso, e reuniu também prefeitos de cidades com tradição em grandes festas juninas. A preocupação principal é o crescimento expressivo dos cachês cobrados por bandas e artistas nos últimos anos.
Como encaminhamento, a entidade vai sugerir a formalização de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) junto ao Ministério Público da Bahia e aos órgãos de controle, estabelecendo o teto de R$ 700 mil por show nas contratações realizadas pelas prefeituras.
De acordo com Wilson Cardoso, o objetivo é assegurar equilíbrio financeiro aos municípios e criar critérios transparentes para comparação dos valores pagos. “Acima de R$ 700 mil com certeza eles não terão contrato, porque isso vai ter um TAC com o Ministério Público, assinado também pelo TCE e TCM, e não pode ultrapassar esse valor, mesmo que a população ponha uma pressão em cima do prefeito”, declarou.
A proposta também é vista como uma forma de fortalecer artistas regionais, especialmente os forrozeiros, e promover uma distribuição mais equilibrada dos recursos investidos nas festas.
