A tecnologia passou a ocupar um papel estratégico no ensino superior, especialmente na modalidade de ensino a distância (EAD). Na Uniasselvi, investimentos em soluções digitais fazem parte do processo de expansão e aprimoramento da experiência de alunos e professores. Em entrevista ao Info Notícias, Daniel Faria, vice-presidente de Tecnologia da instituição, falou sobre como esses recursos estão sendo utilizados na educação.
Para Faria, a tecnologia é fundamental para ampliar o acesso ao ensino superior em um país com dimensões continentais. “O nosso principal negócio hoje é o ensino a distância, que só é viabilizado muito por conta da tecnologia. Temos uma oportunidade de desenvolver as pessoas sem ter que deslocá-las para outros centros”, afirmou.
Segundo o executivo, a expansão do ensino mediado por tecnologia também pode contribuir para o desenvolvimento de regiões fora dos grandes centros. “A tecnologia vai viabilizando com que outras áreas, e não somente os grandes centros, se desenvolvam. Acho que esse é um caminho para a gente pensar num país forte”, destacou.
Mesmo com o avanço das ferramentas digitais, a instituição considera que o professor continua exercendo papel central na formação dos estudantes. A tecnologia, nesse contexto, é utilizada como suporte para melhorar a jornada de aprendizagem. “O professor continua a ter um papel central nessa jornada. A gente trabalha para viabilizar uma jornada de alto desenvolvimento por professores e de autodesenvolvimento para o aluno”, explicou Faria.
Outro foco dos investimentos está no acompanhamento dos resultados dos estudantes. A instituição utiliza ferramentas e indicadores para avaliar aspectos como qualidade do ensino, retenção de conteúdo e desenvolvimento acadêmico. O modelo também leva em consideração as diferenças entre as regiões brasileiras.
“Temos que estar sempre preocupados em como medir qualidade, retenção de conteúdo e desenvolvimento do aluno. Num país como o nosso, os desafios não são os mesmos. O desafio da região Norte não é necessariamente o mesmo da região Nordeste ou Centro-Oeste”, afirmou.
A Uniasselvi também mantém uma estratégia de experimentação antes de implementar novas soluções em larga escala. A equipe acompanha tecnologias desenvolvidas no Brasil e no exterior, testa ferramentas e avalia a aceitação dos usuários. “A gente não acredita que existe uma solução mágica que vai resolver tudo. Temos uma cabeça de experimentação: é medição, aceitação e certeza daquilo que a gente vai propor”, explicou o vice-presidente.
Para Faria, o tamanho da instituição também aumenta a responsabilidade da Uniasselvi na evolução tecnológica do setor. “A Uniasselvi e a Vitru assumem um papel de protagonismo. Temos uma representatividade e um número de alunos que nos direciona a sermos responsáveis por liderar esse tema e essa frente no Brasil”, concluiu.
Em Serrinha, o polo da UniAsselvi está localizado na Avenida ACM.
