O Ministério Público da Bahia (MPBA) e representantes de artistas que irão se apresentar nos festejos juninos de 2026 chegaram a um entendimento para estabelecer novos parâmetros na definição de cachês. A iniciativa envolve empresários de 22 atrações conhecidas nacional e regionalmente e tem como objetivo reduzir impactos financeiros nas contratações realizadas pelas prefeituras baianas.
Entre os casos que mais chamaram atenção durante o encontro está o da banda Toque Dez. Segundo o MPBA, o grupo possui cerca de 50 contratos firmados com municípios baianos e teve uma redução aproximada de R$ 100 mil por apresentação após o novo acordo. A estimativa é de que a renegociação represente uma economia de cerca de R$ 5 milhões aos cofres públicos.

A reunião aconteceu na sede do MPBA, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), e foi conduzida pela coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Proteção à Moralidade Administrativa (Caopam), a promotora de Justiça Rita Tourinho, com mediação do Centro de Autocomposição e Construção de Consensos (Compor).
Durante o encontro, Rita Tourinho destacou a importância da iniciativa e o posicionamento dos empresários. “Empresários de artistas de notoriedade que já haviam firmado contratos com diversos Municípios procuraram o Ministério Público dispostos a reduzir os valores cobrados. Construímos uma fórmula de cálculo para redefinir esses valores, garantindo economicidade e segurança jurídica para todos os envolvidos”, afirmou a promotora.
Além de representantes do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Ministério Público de Contas, participaram empresários de artistas como Solange Almeida, Maiara & Maraisa, Zé Neto & Cristiano, Pablo, Unha Pintada e Nadson Ferinha.
Os empresários também se comprometeram a apresentar documentação que comprove a notoriedade dos artistas e adesão ao novo modelo de contratação.
