A presença de paredões de som na área de Vaqueiros do Parque Maria do Carmo, durante a Vaquejada de Serrinha, foi criticada pela amazona e advogada Amanda Brito. Em um desabafo publicado nas redes sociais, ela questionou o comportamento de pessoas que, segundo ela, frequentam o espaço em busca de festa, mas desconsideram a rotina de quem está no local a trabalho.
Amanda afirmou que o ambiente da área de Vaqueiros não deve ser confundido com os espaços destinados à diversão. “Vocês que gostam de farra, não digam ‘saudade de uma vaquejada’ ou ‘vontade de uma vaquejada’. Porque não é”, declarou.
A amazona também destacou a rotina dos profissionais que passam semanas viajando entre diferentes competições. “A gente vive mais aqui do que em casa. Isso não é brincadeira não. É o trabalho de muita gente, o que coloca comida na mesa, literalmente a vida da gente”, afirmou.
Em outro trecho, Amanda pediu que os frequentadores tenham consciência sobre o uso dos paredões. “Procurem o lugar certo para vocês ligarem seus paredões, e irem fazer os eventos de vocês”, disse.
Ela ainda criticou o que considera uma mudança no perfil de parte do público das vaquejadas após o crescimento e a popularização dos eventos. “Vocês gostam de farra, e não do esporte”, afirmou a amazona, que também declarou ficar revoltada ao ver pessoas utilizando a vaquejada apenas por mídia, status ou diversão.
Ao finalizar o desabafo, Amanda reforçou o pedido de respeito aos profissionais que vivem do esporte e passam longos períodos nas competições. “A vaquejada cresceu, chegou a outro patamar e virou moda, mas, pelo amor de Deus, tenham o mínimo de respeito por quem vive isso aqui”, concluiu.
O relato de Amanda Bispo foi mais um feito por quem estava competindo. Os Vaqueiros Ygor de Clei e Carol de Credico também manifestaram preocupação com o uso abusivo dos paredões, que passou a ser proibido no sábado, 5.

