O Carnaval é sinônimo de festa, música e encontros espontâneos. Nos bloquinhos de rua e trios elétricos, os beijos acontecem no embalo da folia, mas poucas pessoas consideram os riscos que podem estar envolvidos. A boca é uma porta de entrada para diversas infecções, e o contato com a saliva pode transmitir doenças que vão além de um simples resfriado.
A mononucleose, conhecida como "doença do beijo", é um exemplo clássico. Causada pelo vírus Epstein-Barr, pode gerar sintomas como fadiga intensa, febre, dor de garganta e inchaço dos gânglios. Além dela, vírus como o da herpes simples e até o da gripe também podem ser passados dessa forma, muitas vezes sem que a pessoa infectada apresente sinais visíveis da doença.
Especialistas alertam que, mesmo com boa higiene bucal, não há como garantir total proteção contra essas infecções. Lesões na boca, como as causadas pela herpes, podem indicar um risco maior, mas nem sempre os sintomas são aparentes. O ideal é ficar atento a sinais posteriores, como febre e cansaço, e buscar orientação médica em caso de suspeita.
No fim das contas, a folia deve ser aproveitada com responsabilidade. Enquanto algumas doenças transmitidas pelo beijo podem ser incômodas, as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) exigem um cuidado ainda maior. O uso correto de preservativos continua sendo a principal forma de prevenção nesses casos.
