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Terça-feira, 25 de Agosto de 2026

Notícias/REGIÃO DO SISAL

Coronel Macedo Júnior defende rigor na fiscalização de motocicletas

Diversos acidentes são registrados na região envolvendo pessoas sem CNH ou com motocicleta irregular.

Coronel Macedo Júnior defende rigor na fiscalização de motocicletas
Foto: TV Serrinha Podcast
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Em entrevista ao podcast Papo Reto, realizada na última quinta-feira, 31, o coronel PM Macedo Júnior, comandante do Comando de Policiamento da Região Nordeste da Bahia (CPR-NE), fez duras críticas à cultura de permissividade em relação ao uso irregular de motocicletas nas cidades da região Sisaleira.

O oficial, que já comandou o 16º Batalhão da Polícia Militar em Serrinha, defendeu a atuação firme das forças de segurança na fiscalização e combate a motos roubadas, adulteradas ou conduzidas por pessoas sem habilitação.

Foto: TV Serrinha Podcast

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O coronel relembrou algumas ações feitas para reduzir os acidentes ou proteger os motociclistas enquanto esteve à frente do 16º BPM. “Comecei a combater moto roubada, moto com chassi espinado, moto de quem empina com a rabeta arranhada, moto sem placa. Quando comecei a combater, alguns políticos me encostaram. Ligaram? Ligaram. Mas eu disse: vou cumprir a lei. E cumpri”, afirmou o coronel, revelando resistência por parte de lideranças locais frente à atuação da PM.

Macedo Júnior destacou que o endurecimento das ações teve impacto direto na redução de acidentes e internações hospitalares na região. “Reduzimos de maneira considerável a quantidade de internações aqui na região do Sisal. E também a quantidade de regulações”, disse, ao alertar que muitos dos leitos ocupados por vítimas de acidentes com motos poderiam estar disponíveis para pacientes com outras enfermidades, como vítimas de AVC.

A cultura de não usar capacete e a entrega de veículos a menores de idade também foram alvos da crítica do comandante. “Ninguém usava capacete. Em algumas cidades, já mandei os comandantes fazerem blitz educativas. O problema é cultural. Não é agradável dar um veículo a um jovem ou adolescente. Se o pai compra uma moto para um filho menor, está cometendo um crime. Depois, quando o menor cai, morre ou fica internado, a culpa é do pai”, afirmou.

Foto: Águia Resgate 

O comandante ainda reforçou que, além da atuação repressiva, é preciso um trabalho conjunto com a sociedade e os gestores públicos para mudar o cenário. Ele defendeu a importância da lei ser cumprida, independentemente de pressões políticas ou conveniências locais.

Thiego Souza

Publicado por:

Thiego Souza

Jornalista, Pós-graduado em Assessoria de Comunicação e Imprensa Esportiva, Técnico em Rádio e TV.

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