O cenário político na base do Governo da Bahia, que parecia caminhar com relativa tranquilidade rumo à definição da chapa majoritária para as eleições, ganhou novos contornos após uma “derrapada” do atual vice-governador Geraldo Júnior. O episódio, ainda repercutindo nos bastidores, foi suficiente para abalar a estrutura da base aliada e aquecer a disputa por espaço ao lado do governador Jerônimo Rodrigues, que buscará a reeleição.
Até então, a manutenção de Geraldo Júnior era tratada como caminho natural dentro do grupo governista. No entanto, aquela "derrapada" do "manda vitalizar" acabou abrindo margem para desconfiança, e possibilitando que outros nomes passassem a ser ventilados com mais intensidade.
Entre os nomes que surgiram como possíveis alternativas estão os deputados Alex da Piatã e Marcinho Oliveira, além da deputada federal Lídice da Mata, figura experiente e com forte histórico político no estado.
Nos bastidores, no entanto, quem tem ganhado força é Wilson Cardoso, que além de comandar o município de Andaraí, também preside a União dos Municípios da Bahia (UPB). A dupla função amplia seu peso político e o coloca como um nome capaz de dialogar diretamente com os prefeitos de todo o estado.
O deputado federal Elmar Nascimento também foi apontado, mas não teve boa aceitação e nem receptividade por parte dos caciques do MDB, onde, inclusive, um deles afirmou categoricamente que respeita o tempo do Governador, mas também tem o seu tempo. Tic-tac tic-tac.
E agora, surge o nome da presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Ivana Bastos, porém, uma das condições seria que a parlamentar deixe o PSD, e passe a integrar o MDB, pois assim o Partido seguiria na majoritária, mas é bom correr porque dia 04 de abril é logo ali.
Diante desse cenário, a escolha do nome que irá compor a chapa como vice-governador deixa de ser apenas uma formalidade e passa a representar um dos principais desafios políticos do grupo governista.
A decisão, que antes parecia encaminhada, agora depende de articulações mais delicadas para evitar novos desgastes e garantir a coesão da base em torno da candidatura à reeleição de Jerônimo Rodrigues.
