O diretor-geral da Fundação Pedro Calmon, Sandro Magalhães, participou da terceira noite da Semana de Cultura de Serrinha, e durante sua fala ressaltou a trajetória e a resistência do movimento cultural da cidade.
Em seu discurso, ele destacou que as manifestações apresentadas no palco são resultado de uma construção iniciada há décadas por artistas e agentes culturais que lutaram pela valorização da arte no município. “O movimento cultural de Serrinha não nasce hoje, não nasce nesse palco”, afirmou.
Ao abordar a atuação do poder público, Sandro Magalhães contestou a ideia de que investimentos em cultura não atraem o público aos espaços abertos. Para ele, oferecer arte de qualidade é essencial para garantir a participação popular. “Nós precisamos oferecer o que há de melhor para as pessoas. A melhor música, a melhor apresentação de teatro, a melhor apresentação de um coral”, disse.
O diretor-geral também destacou o papel do Centro de Formação em Artes Edvaldo Barbosa (CFA) como instrumento de acesso e inclusão, ao atender pessoas a partir dos oito anos de idade em diversas linguagens artísticas. Ele enfatizou os impactos desse trabalho na vida de crianças e jovens. “Qualquer pessoa que tiver a oportunidade de ir ao Centro de Formação em Artes Edvaldo Barbosa vai ver como é importante para a vida desses meninos e meninas o acesso às linguagens artísticas”, declarou.
Ao concluir, Sandro Magalhães relacionou a ausência de arte e cultura aos desafios sociais contemporâneos e defendeu o fortalecimento das políticas culturais.
