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Quarta-feira, 26 de Agosto de 2026

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TJ-BA mantém prisão dos advogados investigados na Operação Sintonia de Gravata

Primeira Câmara Criminal rejeitou novo habeas corpus e manteve a validade de gravações feitas no parlatório do Conjunto Penal de Serrinha.

TJ-BA mantém prisão dos advogados investigados na Operação Sintonia de Gravata
Foto: Ilustração
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A Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) decidiu, nesta terça-feira (25), manter a prisão preventiva dos dez advogados investigados na Operação Sintonia de Gravata. A investigação apura uma suposta rede de comunicação entre integrantes de organizações criminosas custodiados em unidades prisionais e pessoas que estariam em liberdade. 

Um dos principais pontos discutidos no julgamento foi a validade das gravações realizadas no parlatório do Conjunto Penal de Serrinha. A OAB-BA e o Conselho Federal da OAB contestam o uso do material, argumentando que conversas entre advogados e clientes teriam sido captadas de maneira indiscriminada. As entidades sustentam que a medida ultrapassou os limites da autorização judicial e atingiu profissionais que não eram alvos originais da investigação. 

A Ordem classifica a situação como uma possível “pescaria probatória”, enquanto o Ministério Público da Bahia (MP-BA) defende que os elementos encontrados decorreram de uma descoberta fortuita de provas durante o monitoramento. A questão já havia sido analisada anteriormente em caráter liminar, quando a validade das gravações foi mantida. 

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Além da discussão sobre as provas, a OAB-BA também questiona as condições de custódia dos advogados e reivindica o cumprimento do direito ao recolhimento em Sala de Estado-Maior, conforme previsto para integrantes da advocacia. Segundo a entidade, inspeções realizadas em agosto identificaram problemas estruturais nas instalações destinadas às mulheres, enquanto os homens permanecem custodiados na Cadeia Pública de Salvador. 

Após a decisão, a OAB-BA informou que pretende recorrer às instâncias superiores, levando ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) as discussões sobre a validade das gravações e as prerrogativas profissionais. A operação foi deflagrada em julho e mobilizou forças de segurança em diferentes municípios baianos. 

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