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Quarta-feira, 16 de Setembro de 2026

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Você sabe o que está acontecendo no STF? Confira os detalhes da sessão que foi suspensa após conflitos

STF interrompe análise sobre investigação contra Alexandre de Moraes após sessão marcada por conflitos entre ministros

Você sabe o que está acontecendo no STF? Confira os detalhes da sessão que foi suspensa após conflitos
Foto: Gustavo Moreno/STF
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O Supremo Tribunal Federal (STF) realizou nesta terça-feira (15) uma sessão extraordinária para analisar se poderia ser aberta uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes a partir de informações reunidas pela Polícia Federal no caso envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A sessão foi convocada em meio à crise provocada pela divulgação de mensagens atribuídas a Vorcaro e que citam Moraes.

A sessão começou com a discussão sobre a possibilidade de investigar Alexandre de Moraes por causa das informações reunidas pela Polícia Federal. O relatório divulgado pelo ministro André Mendonça reúne 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Vorcaro a Moraes entre 2023 e novembro de 2025. Em uma delas, aparece a referência a um contrato de R$ 131 milhões entre o antigo Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Moraes negou qualquer irregularidade e classificou o relatório como ilegal e inconstitucional. 

O que estava sendo analisado, porém, não era uma condenação ou absolvição de Moraes. O STF precisava primeiro definir questões processuais e decidir como os procedimentos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça deveriam tramitar.

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A discussão ganhou outro rumo quando o ministro Gilmar Mendes defendeu que os dois casos fossem analisados conjuntamente. A proposta recebeu os votos de Gilmar, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. Já Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia votaram para que os processos permanecessem separados. Com isso, o placar provisório ficou em 4 votos a 3 pela separação dos casos. 

Durante a sessão, houve discussões entre os ministros. Alexandre de Moraes fez acusações contra André Mendonça relacionadas à condução de procedimentos da Polícia Federal, enquanto Mendonça negou as acusações. Gilmar Mendes e Mendonça também protagonizaram um bate-boca durante os debates. O clima levou a novos questionamentos sobre a forma como o caso estava sendo conduzido. 

Flávio Dino, que havia manifestado posição favorável à reunião dos casos, pediu vista do processo antes da conclusão da votação. Com isso, a análise foi suspensa e o voto de Dino não entrou no placar provisório. O pedido de vista significa que o ministro terá tempo para analisar os documentos antes de devolver o processo para julgamento.

A origem da crise está em um relatório que veio a público em 1º de setembro, depois que André Mendonça retirou o sigilo do documento. A Procuradoria-Geral da República pediu que o relatório fosse anulado, alegando problemas na forma como a investigação avançou sobre um ministro do próprio STF. Em reação, Moraes apresentou outro documento e pediu investigação contra Mendonça.

Por enquanto, portanto, o STF não decidiu se Alexandre de Moraes será investigado. Também não foi definida de forma definitiva a maneira como os procedimentos envolvendo Moraes e Mendonça serão julgados. A análise ficou suspensa após o pedido de vista de Flávio Dino. 

O caso envolvendo o pedido de investigação contra André Mendonça estava previsto para ser analisado pelo STF em 23 de setembro. No entanto, como Dino pediu vista no julgamento desta terça-feira, ainda não há uma definição sobre quando a discussão interrompida será retomada.

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