O ex-prefeito de Salvador e candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto, afirmou, durante entrevista coletiva antes da convenção partidária realizada no Centro de Convenções da Bahia, em Salvador, que pretende colocar o interior do estado no centro das prioridades de um eventual governo. Segundo ele, a campanha, que começa oficialmente em 16 de agosto, será marcada por uma mensagem de confiança e de renovação política.
Durante a coletiva, ACM Neto disse que a Convenção representa o "cartão de visitas" da candidatura e a apresentação das principais idéias que serão levadas aos eleitores. "O centro de tudo é a confiança de que a gente vai começar a construir um novo momento na história política do nosso estado", afirmou.
O candidato também destacou que acredita chegar à disputa mais fortalecido do que na eleição anterior, principalmente pela ampliação do apoio de lideranças municipais. Como exemplo, citou a adesão do prefeito de Ibititá, Dr. Afonso, eleito pelo MDB, além de vereadores e do vice-prefeito do município. De acordo com ACM Neto, novas manifestações de apoio têm ocorrido diariamente.
Ao falar sobre o interior da Bahia, o candidato afirmou que uma mudança no estado passa, necessariamente, por uma nova visão em relação aos municípios fora da capital. "Nós só vamos mudar a Bahia se houver uma mudança de visão em relação ao papel do interior do estado", declarou. Ele criticou o que classificou como "obras eleitoreiras", propaganda e ações realizadas apenas no período eleitoral como formas de enfrentar os desafios econômicos e sociais.
ACM Neto também ressaltou a escolha de Zé Cocá como candidato a vice-governador, afirmando que o ex-prefeito de Jequié representa a força política do interior e terá a missão de reforçar o compromisso da chapa com os municípios baianos. Segundo ele, o vice será "a cara, a voz e o trabalho" de um governo voltado para essa região.
Por fim, o candidato demonstrou confiança no desempenho eleitoral da chapa no interior baiano. Segundo ACM Neto, as viagens, reuniões e conversas realizadas nos últimos meses indicam que o resultado nas pequenas e médias cidades deverá ser superior ao obtido há quatro anos, fator que, na avaliação dele, poderá ser decisivo para o resultado das eleições de outubro.
