A detenção da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) nesta terça-feira, 29, em Roma, levantou um debate: ela se entregou às autoridades italianas ou foi efetivamente presa em uma operação policial? As informações, divulgadas pelo Blog da Andreia Sadi, apontam versões contraditórias entre a defesa da parlamentar e a Polícia Federal brasileira.
Segundo o advogado de Zambelli, Fabio Pagnozzi, a deputada estava em seu apartamento, na capital italiana, lavando o cabelo e pintando quando agentes da polícia chegaram. Ele afirma que sua cliente colaborou com a ação, pegou seus remédios e saiu voluntariamente com os policiais — o que, segundo ele, caracterizaria uma entrega espontânea.
Pagnozzi também afirma que Zambelli tem interesse em colaborar com a Justiça italiana e expressou o desejo de ser julgada naquele país. Em vídeo publicado em seu perfil no Instagram, a própria deputada declarou que, caso precise cumprir pena, que seja em solo italiano — buscando assim uma tentativa de evitar uma extradição para o Brasil.
No entanto, a Polícia Federal nega que tenha havido entrega voluntária. A PF reforçou que a prisão foi resultado de uma ação coordenada entre autoridades brasileiras e italianas, e que Zambelli foi localizada e detida pelas forças de segurança do país europeu. “Agora ouvirão a Autoridade Judiciária que vai dar encaminhamento em 48 horas. Pode ser prisão domiciliar, soltar ou encaminhar processo de extradição”, afirmou o diretor da PF, Andrei Rodrigues, ao blog.
