A Polícia Civil da Bahia deu início, nesta quinta-feira, 29, à Operação Silêncio das Armas, com a destruição de cerca de 1.200 armas de fogo. A ação foi realizada na base da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core), em Salvador, e prevê a eliminação de mais de 30 toneladas de armamentos até o final do ano.
Entre os itens destruídos estão fuzis, submetralhadoras, pistolas, revólveres e espingardas de fabricação artesanal. As armas, vinculadas a inquéritos policiais, foram apreendidas nos últimos três anos na capital baiana, na Região Metropolitana e em cidades do interior. O procedimento de destruição foi autorizado judicialmente e executado com o uso de um rolo compressor.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, a operação faz parte de uma política permanente de descarte de armamentos ilegais. O objetivo é impedir a reutilização desses materiais e reforçar o combate à criminalidade no estado.
Dados da pasta apontam um aumento superior a 20% na apreensão de armas em comparação ao mesmo período do ano passado.
O armamento destruído inclui peças de alto poder de fogo, algumas delas com origem rastreada em rotas ilegais que passam por outras regiões do país, como o Sudeste e áreas de fronteira internacional. As forças de segurança informaram que o uso desses armamentos por grupos criminosos tem crescido, o que impulsiona também a modernização do equipamento das polícias.
A operação também foi descrita pelas autoridades como uma medida para melhorar o ambiente interno das unidades policiais, que acumulam materiais apreendidos. Além das armas, há previsão de descarte de drogas e veículos vinculados a atividades criminosas.
