As forças de segurança da Bahia apresentaram, nesta quarta-feira (8), um balanço das ações realizadas no primeiro trimestre de 2026, destacando a redução nos índices de violência e o aumento nas apreensões de armas de fogo em todo o estado. Os dados foram divulgados durante coletiva no Centro de Operações e Inteligência (COI), em Salvador.
Entre janeiro e março, foram apreendidas 1.994 armas de fogo, o que representa uma média de 22 retiradas de circulação por dia. O número inclui ainda 24 fuzis localizados no período e aponta um crescimento de 1,7% em relação ao mesmo intervalo de 2025.
Paralelamente, o estado registrou queda de 22% nas mortes violentas, passando de 1.109 ocorrências no ano passado para 864 neste ano. A redução também foi observada em Salvador, na Região Metropolitana e no interior.
Durante a apresentação, o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, atribuiu os resultados à intensificação das ações integradas e ao investimento em inteligência policial. “A redução de 22% nas mortes violentas no primeiro trimestre é um reflexo direto das operações e dos investimentos realizados. Tivemos também quedas importantes em crimes contra o patrimônio, com mais de 30% de redução nos roubos de veículos e mais de 15% nos roubos a ônibus”, destacou.

O secretário também ressaltou o aumento no número de prisões e operações realizadas em todo o estado. Segundo ele, foram mais de 150 operações integradas, que resultaram na prisão de mais de 9.500 pessoas. “Esses números mostram o fortalecimento das nossas ações. Houve também aumento na apreensão de armas e drogas, fruto desse trabalho contínuo das forças policiais”, afirmou.
Outro ponto destacado foi o alcance de lideranças criminosas, inclusive fora do país. “Neste ano conseguimos alcançar 36 lideranças, algumas delas na Bolívia, por meio de cooperação internacional envolvendo as polícias da Bahia, Polícia Federal, Interpol e forças locais”, explicou Werner.
Ainda de acordo com o secretário, as ações têm focado também no enfraquecimento financeiro de organizações criminosas. “Estamos atuando no asfixiamento dessas estruturas, com bloqueio de contas, apreensão de bens, veículos de luxo, aeronaves e valores em espécie, tudo para descapitalizar facções e reduzir sua atuação”, concluiu.
