A Fundação Pedro Calmon (FPC) deu mais um passo na construção de políticas culturais alinhadas às realidades dos territórios baianos. Em entrevista ao Jornal A Tarde, o diretor-geral da instituição, Sandro Magalhães, explicou do que se trata a REDE FPC — uma iniciativa que busca mapear, conectar e fortalecer os agentes e ações ligados ao livro, leitura, bibliotecas, arquivos e memória em toda a Bahia, que foi lançada na última segunda-feira, 14.
Segundo Magalhães, a REDE FPC funcionará como um cadastro colaborativo, aberto a bibliotecas, arquivos, grupos culturais, pesquisadores, educadores e outros atores da cadeia do livro e da cultura. A ideia é reunir dados concretos que permitam compreender o que está sendo feito, identificar lacunas e potencialidades regionais e, assim, subsidiar a formulação de políticas públicas mais eficazes. “Queremos construir um panorama mais preciso e ampliar o alcance das nossas ações com base em informações reais e demandas locais”, destacou.
A iniciativa será estruturada a partir de quatro programas: Bahia Literária, Bibliorede Bahia, Conectar Arquivos e Nossas Memórias. Cada um deles terá foco em uma frente específica. O Bahia Literária, por exemplo, visa fomentar a leitura e valorizar a literatura local, promovendo ações com autores baianos e apoiando eventos literários. Já o Bibliorede Bahia se concentrará na escuta, qualificação e assistência a bibliotecas públicas e comunitárias.
No eixo dos arquivos, o Conectar Arquivos atuará na preservação e no acesso à informação, articulando instituições públicas e privadas e promovendo a cidadania por meio da memória documental. Já o Nossas Memórias pretende apoiar centros de memória e iniciativas voltadas à salvaguarda de acervos e à circulação de narrativas que compõem a identidade do povo baiano.
Foto: Reprodução/Instagram
Magalhães explica que, mais do que um programa pontual, a REDE FPC representa uma mudança de perspectiva. “Ela não é, em si, uma política pública, mas sim uma base de sustentação para políticas culturais mais alinhadas à realidade dos territórios. É um instrumento vivo de articulação e pertencimento”, afirmou.
O lançamento da rede integra as ações preparatórias para os 40 anos da Fundação Pedro Calmon, que será comemorado ainda este ano.
