O prefeito de Jequié e ex-presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Zé Cocá (PP), voltou a manifestar preocupação com o futuro dos festejos juninos no interior da Bahia, diante do aumento expressivo dos custos para realização dos eventos. Segundo ele, a dificuldade financeira enfrentada principalmente por municípios de pequeno porte pode comprometer a continuidade de uma das festas mais tradicionais do Nordeste.
Ao comentar sobre a escalada dos preços, o gestor afirmou que os gastos atuais são muito superiores aos registrados em anos anteriores. “O São João começou com um custo e hoje está dez vezes mais caro do que há cinco ou seis anos. Os municípios pequenos não estão conseguindo mais realizar festas, enquanto a população continua querendo esse tipo de entretenimento”, declarou Cocá.
O prefeito também alertou que, mantido o ritmo de aumento, a situação pode se tornar insustentável em pouco tempo. “Do jeito que as coisas estão, em até três anos nenhum município baiano vai conseguir bancar um São João. Se este ano repetir o cenário do ano passado, os custos podem subir mais R$ 5 milhões”, disse, ao comparar com o passado: “Antes, com R$ 200 mil, dava para fazer uma festa razoável. Hoje esse valor não paga nem a estrutura de som do palco”.
Para Zé Cocá, além do impacto cultural, o problema também afeta diretamente a economia local e o turismo regional, que dependem do fluxo de visitantes durante o período junino. Por isso, ele defende que o tema seja debatido entre os gestores municipais. “Essa é uma pauta que precisa ser discutida entre os prefeitos, porque também precisamos reduzir despesas. É importante ter uma festa bem feita, mas que a gente tenha condições reais de pagar por ela”, concluiu.
